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Praia da Cacela Velha


Quem me acompanha pelo Instagram sabe que passei uns dias no Algarve, em modo sopas (sandes vá) e descanso.

Estava pela zona de Monte Gordo, que já tem uma praia fantástica, mas decidi que gostava de conhecer outras diferentes e menos movimentadas e, ao falar com o meu namorado sobre isso, lembrei-me de uma publicação do insta da Pipoca Mais Doce sobre a praia da Cacela Velha.
Sem termos quase informação nenhuma sobre a praia, a foto que vi da Pipoca também não era nada por aí além, decidimos ir lá na mesma, uma vez que até ficava bem perto, não se perdia nada.

Genteeeeee!

Fiquei maravilhada! Se eu fosse um emoji naquele momento era o dos corações nos olhos 😍!
Tudo para onde olhava era lindo, lindo! As casinhas lá ao pé, o caminho até lá chegar, as "lagoas" que se formam na zona! É a definição de perfeição, completamente.

Por acaso tivemos sorte, no dia em que fomos, a maré estava baixa e dava para atravessar as "lagoas" a pé, mas noutro dia que voltamos a ir só se conseguia passar de barco. A praia era de uma calma, uma tranquilidade incrível. As paisagens magníficas e a água, quase sem ondas, a uma temperatura muito agradável deixaram-me rendida. Se der para ficar apaixonada por um sítio, eu certamente fiquei por este.

Tirei algumas fotos para vos mostrar, mas acreditem que não fazem mesmo jus à beleza que é ao vivo. Aconselho todos os que não conhecem a visitar, não se vão arrepender.










Das pessoas que me irritam


Por muito que goste de escrever sobre compras, roupas, listas intermináveis de desejos and so on, podem acreditar que, mesmo assim, não há nada que me dê mais gosto e me faça quase ganhar chamas nos dedos de teclar tão depressa, do que falar sobre coisas me chateiam. No fundo, tudo o que seja assunto que me dê vontade de ir para a minha cozinha tirar a loiça dos móveis e começar a mandar tudo contra paredes e janelas, acaba mesmo por ser o que mais prazer me dá escrever. Um misto de prazer e irritação vá. Serei algum tipo de masoquista estranha? Talvez seja. Fará isto de mim uma pessoa negativa que atrai más energias? Provavelmente. Irei alterar isso e focar-me no positivo? É claro... que não!

Adiante, hoje dei por mim a pensar num estilo de pessoa que me tira do sério- na verdade existem imensas, quase todas se for bem a ver, mas olhem que estas especialmente, ui! Estas têm um lugar guardadinho no meu coração.
"E que pessoas são essas afinal?!" Perguntam vocês. Ora bem, estou a falar daquela gente que está sempre do contra, sempre pronta a atacar e é agressiva por tudo e por nada.

Daquelas a quem nós dizemos algo como: "Ai gosto tanto de azul." E elas respondem: "Achas bem estar aí a dizer que gostas de azul?! Então e o amarelo?? Além de que isso é uma falta de respeito para com o preto e o cinzento, não acho isso nada bem sinceramente, não devias dizer isso assim."

Bitch, WHAT?!

E qualquer conversa que se tente iniciar vai sempre acabar por ser assim: sempre a criticar, julgar e tentar dar mais lições de moral que os contos dos irmãos Grimm.

Deve ser complicado estar sempre de mal com tudo e não conseguir ter uma conversa normal sem acabar por colocar logo os outros à defesa, mesmo em conversas triviais.

Vamos lá falar a sério, conhecem alguém assim? Se a resposta é não, provavelmente essa pessoa são vocês, por isso ponham-se já a andar daqui, seus demónios do contra!

Pronto pronto, esperem lá, não vão já embora. Estou só a brincar não me fujam, fiquem aqui e partilhem comigo os tipos de pessoas que vocês também não gostam.
Vamos ser haters todos juntos ♥

Entrevista de Emprego HORRÍVEL


Acreditem que o que vos venho contar é das histórias mais surreais de sempre e até hesitei quando  a contei a amigos meus porque tive medo que nem acreditassem em mim, tal é o rebuscado que isto é. 

Espero que estejam preparados para ler muito, porque isto tem pano para mangas!

Ora bem, há uns tempos candidatei-me a um lugar numa óptica, uma vez que estava desempregada e o trabalho até me parecia giro, apesar de não ter experiência mas, como sou mesmo cegueta e ando em ópticas desde o dia que nasci, pareceu-me que era um sinal do destino. Toda animada mandei e-mail e marcaram-me entrevista logo para o dia seguinte de manhã, que por sinal era um Sábado. Mas enfim, tudo bem por mim! Lá apareci eu, 10 minutitos antes da hora pronta para dar o meu melhor.

Mal sabia eu o que me esperava.

Fui encaminhada para uma sala onde estava o dono da óptica e a senhora que me ia entrevistar. O dono só mexia para lá em tralhas e nem olhou para mim. E a entrevista começou de forma horrível. Era só silêncios. Mas gente, era mesmo aqueles silêncios desconfortáveis, até ao ponto de eu começar a pensar: "Oh diabo isto está mesmo a correr mal, se calhar tenho que começar eu a fazer perguntas...". Para terem noção, foi logo assim: "Então, és a Suse?" e eu: "Sim, sou eu". E um silêncio de morte! Mas o que mais poderia eu dizer ali!? E estava sempre a ser assim! Até que eu fui falando sobre a minha anterior experiência profissional e comecei eu a perguntar-lhes a eles se tinham mais ópticas, mesmo dando logo a impressão de que não tinha feito o trabalho de casa correctamente, mas que se dane! Só queria acabar com aquele silêncio desconfortável e foi o que me veio à cabeça.

Para terem noção, aquilo era pior do que ter que estar, de repente, sozinha com um amigo de um amigo nosso que acabamos de conhecer naquele exacto momento e, ainda por cima, imaginem esse amigo também não falar quase nada e, nisto o nosso telemóvel ficar sem bateria e nem nisso nos podermos apoiar. Já seria mau o suficiente, mas juntem isso com o silêncio de mil horas em elevadores onde de repente entram os nossos ex's com as suas atuais. Conseguem imaginar o horror de silêncio que era? Espero que sim.

Mas eis que de repente tudo se torna ainda PIOR. Pois que o dono daquilo começa a entrar na conversa assim que eu comecei a "conduzir a entrevista" para acabar com o desconforto da coisa. "E que mal tem isso?" Perguntam vocês, seus inocentes. O mal, é que, o homem só dizia asneiras. AS-NEI-RAS. E não, eu não facilmente impressionável mas confesso que fiquei sem reacção. Aquilo começou com ele a falar sobre uma determinada situação e disse pelo meio: "...fiquei fodido". E eu devo ter feito alguma expressão facial esquisita, porque ele apressou-se a acrescentar: "Eu disse fodido?! Faz de conta que não disse nada eheh". E eu pensei: "Okay pronto, saiu-lhe". Tudo bem! E nisto quanto mais ele ia falando mais asneiras dizia. Por exemplo, a descrever uma situação com uma cliente: "Aquela filha da puta blá blá blá...".
Vocês nem conseguem imaginar a minha cara! Saí de lá a fugir, apesar de até serem simpáticos, achei uma falta de respeito e consideração. Era uma entrevista, exigia-se outra atitude, digo eu.

Então mas e agora, vocês acham que isto fica por aqui não é? Pois também eu achava!

Assim que saí de lá pus na minha cabeça que não aceitaria aquele lugar, porque não gostei das condições do trabalho e muito menos do ambiente da entrevista, obviamente. E, como o meu telemóvel tinha menos autonomia do que um bebé recém nascido, deixei-o a carregar o resto do dia e fui à minha vida. Quando lhe voltei a pegar já era meia noite mais ou menos. e... TINHA 20 chamadas não atendidas deles! De uns 5 números diferentes, mas sempre deles! Fiquei pálida. Até fui a correr à minha mala, ver se não tinha lá deixado cair alguma coisa e se tinha tudo comigo, enfim algo que justificasse tanta urgência! Ligaram até as 23h de Sábado e enviaram uma mensagem a pedir para lhes ligar de volta.

Melhor ainda, mandaram-me pedidos de amizade no Facebook e toques lá também! Senti-me quase assediada sinceramente. Até fui ao meu CV certificar-me de que não tinha lá a minha morada, porque já temia que eles me aparecessem cá em casa! No dia seguinte, era Domingo e também recebi mais uma enxurrada de chamadas deles e a mesma situação exactamente na Segunda-feira!! E, quase há meia noite mandaram mensagem, com um ultimato, ou eu lhes ligava até as 11h da manhã do dia seguinte ou passariam à outra seleccionada. Obviamente não lhes liguei, e na Terça-feira a meio da tarde voltaram a ligar! Estava a ver que não me via livre deles. Eram piores que os comercias do Barclays.

Depois de eu achar que já tinha acabado a perseguição fui à pasta de spam, no Facebook, e tinha lá chamadas deles e mensagens também! Sendo que a última mensagem que me enviaram (a uma Quinta-feira da semana seguinte!!) foi esta: Porque é k desististe? Achei k tinhas potencial.

Eu sei que teria sido mais fácil ter devolvido a chamada e ter dito simplesmente que não estava interessada, mas sinceramente fiquei intimidada, já que houve tanta brutidade durante a entrevista e tanto assédio com chamadas perdidas logo no primeiro dia, ainda fiquei com medo do que me diriam ao telemóvel quando eu recusasse.

Enfim, estes filmes é só comigo! Peço desculpa pelo post enorme mas achei que seria pelo menos engraçado partilhar isto com vocês. E já agora, também tiveram alguma entrevista dos infernos? Se sim contem-me para eu me sentir menos mal com isto.

A minha experiência no shopping


Estou de volta depois da minha passagem pelo shopping. Para quem não está contextualizado, estive a trabalhar como reforço de Natal numa loja e isso consumiu-me um bocadinho de tempo.
Trabalhar num shopping, de facto não é fácil, e embora já me tivessem falado sobre isso nunca achei que fosse realmente tão duro como acaba por ser.

Os primeiros tempos não foram fáceis porque existia aquele nervosismo inicial e aquela vontade de querer saber tudo e aprender tudo super rápido e à primeira. Para além disso, o trabalho obrigava-me a usar uns sapatinhos clássicos, que embora fossem fofinhos e lindos, nas primeiras semanas eram uns autênticos assassinos dos meus pézinhos de princesa. Andava sempre toda ligada com pensos e algodões e, mesmo assim, aguentar pelo menos 8h com eles não era pêra doce! O cansaço de estar muitas horas em pé e ter que subir escadas constantemente para ir ao armazém também foi complicado, logo eu, uma lontra de sofá! Acabava o dia feita num oito, mas tentei sempre não dar parte fraca! Os horários do demónio não ajudam nada e quando calhava fazer noite num dia (imaginem sair por volta da meia noite vá) e ter que lá estar na manhã do seguinte, ui, parecia que vivia mesmo no shopping e nunca saía de lá!

Apesar disso gostei muito da experiência. Posso dizer-vos que mesmo lidando com pessoas loucas, horas e horas de trabalho, correria, dores nos pés e tudo mais, preferi mil vezes o trabalho lá do que o que tinha na agência de publicidade, muito mais calmo, sentadinha e horário fixo. Podem acreditar, é que sem hesitar vos digo que a loja deixava-me bem mais feliz e isso só pode ser pela equipa que tinha a trabalhar comigo. Embora todos pessoas diferentes e embora me identificasse mais com uns do que com outros, como é natural, a equipa estava sempre lá e estava sempre unida e pronta a ajudar. Mesmo com o stress e várias horas de trabalho sempre foram pessoas divertidas! Existindo boa-disposição e inter-ajuda tudo se consegue. Trabalhei o dia 24 e o dia 31 e apesar de nesses dias não apetecer nadinha, aquelas pessoas estiveram sempre animadas e tudo se torna bem fácil e mais leve.

Agora que chegou ao fim só me resta agradecer a toda a equipa, desejar o maior sucesso a todos e eu irei procurar um novo desafio para mim! E btw tentar reavivar este blog que coitado não lhe tenho dado atenção nenhuma.

E vocês, daqui mais alguém trabalha numa loja de shopping, gostam ou nem por isso?

Da saga das entrevistas de emprego


Antes do trabalho na agência de publicidade e este do shopping fui, evidentemente a algumas entrevistas de emprego. Na maioria, quer fosse por fases ou fosse logo a entrevista definitiva, acabei por ir tendo respostas positivas, mas eu sempre fui com o espírito de: é uma entrevista, serve para eles me conhecerem mas esperem lá que eu também os vou conhecer a eles! E da mesma forma que um candidato pode não interessar a determinada empresa, também a empresa pode não interessar ao candidato pelas condições que oferece.

Posto isto, apesar de felizmente até correrem bem e tranquilas na sua maioria, já tive uma em que recebi um redondo NÃO.

Foi uma fábrica de cosméticos, que tinha colocado anúncio em que diziam precisar de "Secretária/Armazém" para estágio profissional. Eu, na minha ingenuidade, achei que seria mesmo uma entrevista para o cargo de secretária e, a questão do armazém, ser algo sobre controlo de stock's e coisas assim, sabia lá eu. Enviei a minha candidatura e recebi um e-mail de volta a dizer apenas: Tem disponibilidade quarta às 15h?
Eu achei super vago e estranho mas respondi que sim e perguntei se ficava marcado então, ao que me responderam apenas "Sim.".

Lá andei a procurar os escritórios e, nessa quarta, cheguei arranjada e maquilhada, até fui com uns sapatinhos de salto, calças pretas, uma blusinha e um blazer. Queria tentar ter um look cuidado e profissional e estava pronta para saber sobre o tal cargo de secretária.

Quando chego lá não existiu empatia nenhuma com a entrevistadora. Olhou-me de cima a baixo e perguntou-me se enquanto licenciada estava interessada naquele trabalho. Eu disse que sim, que até gostava de estar na área do secretariado/administração, ao que ela responde: Mas nós queremos alguém só para armazém! E eu super confusa com a situação: Mas no anúncio pediam uma secretária... E ela diz-me: Sim mas nós queremos é alguém a arrumar o armazém, repor tudo, conduzir o porta paletes e pode é de vez em quando ter que ir ao computador fazer uma factura ou assim.
E eu fiquei mesmo naquela do: E querem um estagiário profissional para isso? Sabe, eu vim mesmo a pensar que seria secretariado...

Escusado será dizer que a entrevista nem durou 10 minutos.

Passado uma semana tinha um e-mail a dizer que infelizmente não tinha sido seleccionada. Porque realmente, eu ia mesmo gastar o meu estágio profissional a trabalhar num armazém. Isto há cada doido.

Semanas depois, voltei a ver o anúncio deles novamente, por isso imagino que não tenha sido fácil encontrarem alguém para aquele cargo tão espectacular!

E vocês já tiveram experiências "engraçadas" em entrevistas de emprego? Eu dentro desta saga tenho já mais um post gigante preparado para colocar aqui sobre a entrevista MAIS SURREAL DE SEMPRE- mi aguardem!

Pela boca morre o peixe

Quem não segue o Facebook do blog ainda não sabe que comecei a trabalhar como reforço de Natal no Shopping e que isso me tem roubado um bocadinho muito tempo para vir ao blog.
Estou numa loja de roupa e esta semana aconteceu uma cena engraçada que me lembrei de vos vir contar assim num pulinho.

Recebemos uns casacos novos, amarelos, mas quando eu digo amarelos, não é como o da imagem ou amarelo torrado ou assim. São mesmo amarelões vivos da cor do sol e de limões! Eu como pessoa desdenhosa que sou, comecei logo com coisas: eia que cor tão forte, até dói nos olhos, quem é que vai comprar isso? São demasiado berrantes!!

Dias depois, chega uma cliente que andava a ver casacos e eu, como quem não quer a coisa, mostrei-lhe o amarelão só pela piada. Ela ficou meio de pé atrás mas experimentou-o e vocês nem têm noção! Ficava-lhe MESMO bem. Mas MESMO! Tanto que acabou logo por leva-lo.

É claro que eu, depois disso, fiquei de olho no casaco e fui experimentar um também, e não é que gostei mesmo dele?! Depois de todo o mal que falei estava longe de imaginar que ia gostar tanto!

E pronto, esta é a história de como acabei por reservar para mim um casaco amarelo de 70 euros. Acho que ir trabalhar numa loja de roupa afinal não foi assim tão boa ideia para a minha carteira...

(Quando voltar a ter vida espero tirar umas fotos com ele aqui para o blog)

Mas afinal o que é que se passa?


Pois é, ando a falhar! Disse no Facebook do blog que iria fazer um post a contar os meus updates e de facto escrevi um gigante e super detalhado, só que quando o reli percebi que escrevi de mais, dei informações que não devia e não era de bom tom publicar aquilo (além de que o meu blog é público e também não me apetecia acabar por levar com drama em cima à conta disso).

Por isso mesmo é que, agora mais contida, cá estou eu para vos explicar o que aconteceu nos últimos tempos.

Lembram-se de eu ter dito que tinha conseguido um trabalho na minha área? De facto estive lá, cerca de dois meses, mas acabei por desistir.

Os motivos para ter saído prendem-se com o facto de não me ter adaptado às minhas funções, apesar de ser algo supostamente na minha área, eu não tinha bases nenhumas para o que fazia e eram coisas que também não se aprendiam de um dia para o outro, na verdade, até exigem uma certa skill que eu sempre assumi que não tinha.
Eu não era uma mais valia para a empresa e para piorar a situação também não gostava do trabalho em si. Bastante desmotivante, não?

Tentei continuar apesar disso, mas nos últimos tempos avisaram-me que me tinham sido atribuídas novas funções de comercial, para angariar clientes, algo que eu detestava fazer e ainda me desmoralizou mais. Além disso, o ambiente também andava esquisito e senti uma certa irritação em relação a mim, o que me fazia nem querer fazer questões e sentir-me pouco à vontade para falar com os meus colegas, e isto é claro que acabava por me prejudicar no trabalho.

Já andava a sentir-me bastante ansiosa e, apesar de querer ser forte, e continuar a insistir para melhorar e ganhar experiência, optei por desistir. Não achei que fosse vantajoso para mim continuar naquela situação, cada dia que passava era pior que o anterior e não havia nada de positivo que me prendesse ali.

No entanto, não me arrependo da minha passagem por aquela empresa, retiramos sempre qualquer coisa quer das boas experiências como das más
Mas enfim, agora que venha uma das boas, espero eu!

Daquelas desilusões


Assim que saiu colecção de Outono/Inverno fiquei de olho neste bomber da H&M:

Como é uma grande moda e eu não tenho nenhum achei que podia ser uma boa opção. Ok, é um bocado fora da minha zona de conforto e aquele rosa podia ficar-me pindérico, mas achei-o tão fofo que já imaginava mil conjuntos com ele. Só estava à espera de juntar uns trocos (como se ele custasse um balúrdio mas pronto, coisa de gente pobre) para o levar comigo e sermos felizes para sempre!

Entretanto, o tempo foi passando e decidi-me finalmente a ir buscá-lo. Já que estava no shopping aproveitei e fui logo toda lançada à loja! Só pensava que era uma sorte se houvesse o meu tamanho, já que a roupa da H&M em mim veste grande e ele tem ares de ser um modelo um bocadinho oversized.

Assim que cheguei vi que havia o 34, que era o mais pequenino, deitei-lhe imediatamente as mãos, vesti-o, fui a correr para o espelho... e ficava gigante! Fazia-me mesmo parecer minúscula no meio de tanto tecido extra

Mas que raio, já não é a primeira vez que isto me acontece com esta marca. Serei eu pequena de mais para os tamanhos de lá ou também já aconteceu com vocês?

O meu coração partiu-se ali. Porque me fazes isto H&M Maria?!

Your mind is playing tricks on you my dear


Dizem que descrever o sentimento de amor é complicado, mas tenho para mim que o de depressão é igualmente desafiante. Nunca consegui escrever sobre o primeiro e gostava de não ter conhecimento de causa para falar do segundo... mas tenho. E hoje precisei de escrever isto, como se fosse uma espécie de terapia. Para terem noção, é de madrugada e estou com a mesma música em loop enquanto procuro as melhores palavras para me explicar. Ao escrever sobre temas como estes, parece que nos exigem que sejamos quase poéticos e que se descreva tudo de forma bonita. Lamento que daqui não levem textos bonitos, mas sempre ficam com uma ideia da minha realidade, sem floreados.

Quem já viveu com depressão ou ansiedade poderá eventualmente identificar-se com este post, ou então não, Que somos todos diferentes e estas coisas não se manifestam necessariamente da mesma maneira. Então, afinal, como é que era comigo, quando estava deprimida?

Todos os dias, quando acordava, a primeira coisa que fazia era obrigar-me a dormir mais. Só o simples facto de abrir os olhos e sentir que tinha despertado deixava-me com uma dor imensa, não era física mas garanto que custava mais que bater com o dedo mindinho num canto de um móvel. Sentia uma pressão no peito como se o meu coração me estivesse a tentar rasgar a pele para fugir de dentro de mim para bem longe. Tinha um desânimo do tamanho do mundo. Na verdade, quase que me sentia desiludida por ter acordado. E era assim, embrulhada em lençóis e em más sensações, que me virava para o lado e tentava voltar ao sono, por o máximo de tempo que conseguisse. Dormir sempre foi o meu escape ao longo dos anos para não pensar em problemas, assim que adormecia não sentia nada, não lidava com nada.

Quando finalmente acordava de vez, era um acordar triste para uma vida vazia, sem objectivos. Uma vida tão pesada só pelo simples facto de existir. Sentia-me desfeita, em pedaços e, era assim que me levantava e aceitava que o meu cérebro, agora totalmente acordado, não me desse mais um minuto de descanso. Vivia uma ditadura na minha cabeça. Tinha os mesmo pensamentos non stop, absorta nas piores emoções. Estava completamente centrada em mim mesma e em tudo de mau que era a minha vida, sem capacidade de ver alegria em nada, nem nas mais pequenas coisas, sem conseguir pensar num futuro que não fosse ainda pior que o presente. Mesmo a sorrir, mesmo a fotografar para o blog, mesmo rodeada de pessoas, os meus pensamentos não me davam tréguas. Sentia-me presa, encurralada, numa pressão constante. Mas pressão de quê, porquê? Nem eu entendia na altura. Sentia que tinha que estar bem, que tinha que mudar o rumo das coisas, mas todos os dias eram iguais. Não me conseguia desligar do sentimento de ansiedade que pulsava no meu corpo a um ritmo tão acelerado como o do meu coração. Limitava-me a existir e, mesmo nisso, estava a fazer um péssimo trabalho. Sentia que o estado em que eu estava me ia matando aos poucos. De facto, um dos poucos pensamentos que me dava tranquilidade, era saber que podia morrer a qualquer altura, por qualquer acaso do destino, e que assim acabavam os meus dias de tristeza, de vaguear pela casa, escondida do mundo inteiro e, principalmente, de mim mesma. Deixei de me reconhecer. Perdi apetite, perdi peso, perdi cabelo, perdi a minha essência. Não conseguia parar de me perguntar: porquê? Como é que era possível já ter lidado com problemas bem mais graves e como, no que me pareceu ter sido de repente, tinha chegado àquele estado?

Não me interpretem mal, sempre tive gente preocupada e atenta do meu lado, mas obviamente, sentia-me a pessoa mais sozinha à face da terra. Não queria tomar medicação porque achava que conseguia lidar com tudo sem isso, acreditava que isso era aceitar que era fraca e que não sabia encarar os problemas. Mas cheguei a um ponto em que não aguentei mais. Acabei por levantar as receitas de antidepressivos e, com eles conseguia, algumas vezes, no que parecia quase um milagre, ter alguma positividade e calma. Não conseguia sair de casa sem levar, pelo menos, um comigo na mala, para me sentir mais tranquila, porque entretanto eu já tinha lidado com os maiores ataques de ansiedade de sempre em público. Desde agorafobia, a taquicardia e ainda a, pura e simplesmente, chorar, do nada. E eu que sempre preferi ficar com o maior nó na garganta a deixar que me vissem chorar, vi-me a perder o controlo das minhas emoções. Mesmo com a ajuda dos calmantes, eu estava num constante estado de ansiedade. Sentia-me como uma bomba relógio que podia explodir a qualquer altura, em qualquer lugar. Tudo isto me deixava frustrada e até zangada, porque eu nunca tinha sido do género de pessoa que ficava a remoer problemas durante muito tempo, por isso, como era possível agora estar a ter reacções que até então desconhecia em mim? Com qualquer problema, mais ou menos grave, se ficasse a pensar sobre isso durante 2 ou 3 dias já era muito. Havia sempre um dia em que eu acordava e simplesmente já não queria saber, já não ia perder mais tempo a pensar sobre algo que não me trazia nada de bom. Mas ali estava eu, a esperar mas sem esperança, pelo dia em que simplesmente acordasse e metesse tudo para trás das costas. Mas os meus pensamentos estavam ali encravados, não conseguia avançar, não conseguia sair desta espiral de negatividade.

Se nunca passaram por nada assim, tentem pensar num momento em que sentiram muito stress ou tristeza e, agora imaginem como seria só ter esse pensamento na vossa cabeça e essa sensação dentro de vocês. Imaginem o dia todo assim, desde o acordar ao deitar. Agora imaginem meses disto. Enquanto comiam, enquanto lavavam os dentes, enquanto viam tv, enquanto falavam com os vossos amigos, enquanto passeavam... SEMPRE. É algo muito difícil de conceber, eu mesma se lesse isto antes e me tentasse colocar nessa posição jamais ia ser capaz. Se calhar até ia achar uma parvoíce, nós é que mandamos na nossa cabeça, não é?
Mas não é assim tão linear.

É horrível viver desta forma. E passar por algo assim deixa-nos marcas. Eu durante a maior parte do tempo neguei que estava deprimida, mesmo depois da minha médica me ter feito o diagnóstico, achei que ela estava a ser exagerada. Ainda agora, muitas vezes, digo que era "só" ansiedade.
Mas, felizmente, estou muito melhor. Já me consigo abstrair bastante. mas lá está, tenho dias em que me sinto completamente em baixo e ansiosa de novo. Pode ser que um dia isto passe por completo ou se calhar vai-me calhar ter um dia ou outro assim. De qualquer das formas, sinto-me bem por estar a ultrapassar isto e sinto-me empenhada e focada para nunca mais cair num estado daqueles. A vida é demasiado curta e preciosa para perdermos tempo com stresses, sim, isto é um grande cliché e por consequência uma grande verdade também.

Se alguém estiver a passar por isto agora e está a ler este post, eu desejo muita força, agarrem-se ao que mais gostam e a tudo o que vos trouxer paz de espírito, lembrem-se que nada é para sempre e isto é só uma fase, além disso, se eu ultrapassei vocês também vão conseguir!
Keep your heart strong.

Novidades!


Tenho andado desaparecida mas existiram mais umas mudanças na minha vida entretanto. Para quem não sabe, comecei a trabalhar na minha área e esta foi a minha primeira semana, por isso é complicado, como devem imaginar! É toda uma adaptação a uma rotina nova, um sítio novo, aprendizagens novas e por aí fora.

Tenho que me organizar porque quero continuar com o blog, mas vai exigir mais jogo de cintura!
Deixei alguns post's nos rascunhos e vou aproveitar uns bocadinhos para ir escrevendo mais alguns e ir agendando. Também não irei publicar diariamente, que era coisa que já não fazia antes, porque acho que não se justifica, não tenho propriamente um público que se interesse em ler-me todos os dias, que não sou uma Pipoca Mais Doce (infelizmente).

Mas enfim, vamos ver como isto corre minha gente!

Well...


Então cá estou eu a contar os meus updates, que não são assim tão novidade mas ainda não tinha dito nada por cá. Sinto que ando aqui um bocado para trás e para a frente, espero que não esteja a ser muito confusa para vocês!

Basicamente, depois deste post, acabei por ir à médica de família e a um dermatologista. Sobre o dermatologista dedicarei uma publicação especialmente para ele e outros colegas da área.

Eu decidi ir ao centro de saúde marcar uma consulta o mais rápido possível. A minha médica de família agora é nova e temporária, porque a minha anterior, que era fantástica, infelizmente está muito doente, já nem deve voltar às consultas. Essa médica anterior tinha-me diagnosticado uma depressão há quase 2 anos atrás e receitou-me montes de calmantes e tudo mais. E eu na altura achei que aquilo era um disparate. Estive sempre em negação. Sabia que tinha ansiedade, mas depressão? Nem pensar. Não sei porque é que na minha cabeça uma coisa era menos má que a outra, mas enfim. Vá-se lá entender!

Com o descontrolo do cabelo a cair desenfreado e, sem eu me sentir particularmente enervada ou stressada, para chegar ao ponto de causar tal coisa, achei que podia ser hormonal e que seria melhor ver isso. Fui fazer análises e exames e os resultados deram o que eu não queria. Deu tudo impecável. Aparentemente uma pessoa saudável. Mas o meu corpo não estava bem e a minha mente muito menos. Perguntei se não seria melhor ter acompanhamento psicológico por andar bastante pior nos ataques de ansiedade. A médica disse que não havia necessidade disso e para tomar um calmante quando estivesse em SOS. O que naquele ponto, indo por ela, ia ter que tomar um todos os dias. Fiquei desanimada. Sem perceber porque é que aquilo me estava a acontecer. Não saber a causa. Interrogar-me horas sem fim se afinal eu estaria ansiosa, enervada, qualquer coisa assim, mesmo sem saber ou notar. Achei que ninguém me entendia. Vi o problema ser desvalorizado por tantas pessoas. Quando eu sabia que a continuar assim o cabelo ia ter que ser rapado. Não me ia restar nada. E não, não é exagero. Quem me dera que fosse.

Os profissionais de saúde que consultei aconselharam-me a cortar o cabelo. Até queriam que eu cortasse mais à homem, super curto. Mas isso não fui capaz. Cortei como vocês viram num dos últimos post's e já me custou. Mas ao mesmo tempo já me ia mentalizando para ter mesmo que o rapar num futuro próximo. E, depois do corte, apesar de eu não gostar de me ver, ficou muito mais fácil de tratar e de cuidar pelo menos.

Se alguém estiver a passar pelo mesmo e estiverem interessados em saber, eu tomo uns comprimidos, chamados Cistitone Forte, que servem para fortalecer o cabelo. É recomendável fazer pelo menos 3 caixas que corresponde a 3 meses. Mas eu vou fazer mais. E uso também Tricovivax 5mg uma vez por dia. Uso à noite antes de me deitar. E é das coisas provavelmente mais fortes que eu conheço para isto. E pronto, queria ser mais animadora e dizer que isto é tudo milagroso, mas temos que ser realistas e aceitar de que o tiver que ser será. Acho que se nos incomodar devemos fazer tudo ao nosso alcance para tratar o problema, tentar ter calma ao máximo e, mais que isso não há nada a fazer. Talvez um dia o cabelo que caiu volte a nascer, tudo se volte a compor. Não sei. Tudo demora tempo e até lá temos que ir vivendo a nossa vida o melhor que conseguirmos.

Updates?


Agora que o blog é só meu e eu já toquei num tema bastante sensível para mim nos últimos posts, vocês têm interesse em que continue a ser mais pessoal? Talvez comece a fazer mais textos do género, quando sentir necessidade de escrever, e vou-vos pondo a par do que vou fazendo. Não sei se tem interesse para vocês, até é um bocado deprimente na verdade, mas é uma grande parte da minha vida agora e, uma vez que já tornei o assunto mais público, não é segredo para ninguém, se acharem boa ideia, posso continuar a falar sobre isso, quando se justifique. Às vezes preciso mesmo de "mandar cá para fora" de alguma forma e o blog parece um bom meio para isso.

Eu vou sempre perguntando o que é que vocês acham porque agora, que estou cá só eu sozinha, sinto que posso contar-vos mais sobre mim e passam a conhecer-me melhor, se isso vos interessar.
Obviamente que vou continuar a falar de coisas à toa, a publicar fotos e fazer tudo normal. Mas de vez em quando ir dando uns updates da minha vida e dos meus dramas, maybe?